
3 de novembro de 2026. A BYD vendeu 490.168 veículos em outubro, 11 % a mais que um ano antes, e pela primeira vez passou de 300 mil elétricos a bateria em um mês, segundo o comunicado entregue à Bolsa de Hong Kong em 1º de novembro. Do total, 170.194 foram vendidos fora da China, mais que o dobro de outubro de 2025.
Os números de outubro
- Elétricos a bateria: 305.743 unidades, alta de 37,4 % sobre 222.559.
- Híbridos plug-in: 177.382 unidades, queda de 17,2 %.
- Veículos comerciais: 7.043, sendo 600 ônibus.
- Vendas no exterior: 170.194 unidades.
Segundo EVXL e AutoNext, os elétricos a bateria já são 63,3 % das vendas de carros de passeio da marca, contra cerca de 51 % um ano antes. De janeiro a outubro, a BYD soma 3.621.744 veículos, 2,16 % a menos que no mesmo período de 2025.
Exterior em alta, com a fábrica brasileira em partida
Nos dez primeiros meses, a BYD vendeu 1.513.154 veículos no exterior, 93,8 % a mais, segundo AutoNext e Automotive World; na China, as vendas de outubro caíram 10,6 %, para 319.974.
O ritmo de exportação desacelerou: outubro ficou 5,8 % abaixo de setembro e abaixo do recorde de agosto (189.466). Na análise de Stewart Burnett, da Automotive World, a empresa apontou a capacidade de transporte marítimo, não a demanda, como principal limite; as novas fábricas na Tailândia, no Brasil e na Turquia ainda estão em partida, e a meta para o exterior subiu para 1,9 a 2 milhões de unidades.
Oportunidade no pós-venda
Nossa leitura: com produção local no Brasil ganhando ritmo, a frota de elétricos chineses no país tende a crescer, e com ela a demanda por oficinas, peças e acessórios.
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