
3 de novembro de 2026. As exportações de bens da América Latina e do Caribe cresceram 19,5 % no primeiro semestre de 2026, acima dos 14,5 % do comércio mundial, segundo o Monitor de Comércio e Integração 2026, divulgado hoje pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
Os números por sub-região
O BID atribui o resultado principalmente a volumes maiores, com ajuda de preços melhores do petróleo e das commodities e da demanda por infraestrutura de inteligência artificial:
- México: +24,6 %, com vendas aos EUA de equipamentos para infraestrutura de IA.
- Caribe: +19,1 %, concentrado na Guiana e no Suriname.
- América do Sul: +16,5 %, puxada pelos preços de minérios e energia, sobretudo o petróleo.
A participação da região nas importações dos EUA chegou ao recorde de 22,1 %, e a região recuperou espaço na Europa.
O desafio do investimento
O relatório alerta que o bom momento comercial ainda não virou investimento: entre 2023 e 2025, a região recebeu 4,5 % menos investimento estrangeiro direto que entre 2012 e 2014, e sua fatia do estoque mundial caiu de 7,1 % para 6,0 %. Mesmo assim, atrai mais investimento em relação ao tamanho da economia que qualquer outra região, segundo o BID.
O que isso significa para quem importa
Nossa leitura: exportar mais exige comprar mais insumos, máquinas e componentes. Para a indústria brasileira, comparar fornecedores asiáticos com método ajuda a manter custo e qualidade.
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