Alfândega do México vai analisar cargas da Ásia antes da chegada

A ANAM, alfândega mexicana, vai priorizar a troca de dados com países da Ásia para saber valor declarado, origem e riscos de cada embarque antes que chegue. Um alerta para quem exporta ou importa via México.

Contêineres empilhados em um terminal portuário
Foto: Ali Mkumbwa / Unsplash

5 de novembro de 2026. A Agência Nacional de Aduanas do México (ANAM) vai dar prioridade à troca de informações com países asiáticos para conhecer o valor, a origem e os riscos das cargas antes que cheguem à fronteira, disse Estefanía Capdevielle, diretora-geral de assuntos aduaneiros internacionais da ANAM, em declarações publicadas na quarta-feira pela Expansión e pela La Revista Peninsular.

O que a ANAM vai verificar

Segundo a Expansión, a informação prévia vai se concentrar em:

  • O valor declarado, para combater o subfaturamento.
  • A origem declarada dos produtos.
  • Riscos ligados à segurança.

A La Revista Peninsular informa que a troca será principalmente com a China. A agência também compara no Google Maps os endereços declarados pelos importadores com as fábricas que dizem ter; uma inconsistência não prova irregularidade, mas leva a uma revisão mais detalhada. "A nova reforma não é para arrecadar mais, é para proteger a indústria nacional", afirmou Capdevielle.

A medida vem depois de o México elevar, em dezembro de 2025, as tarifas sobre alguns produtos de países sem acordo comercial, entre eles a China.

Nossa leitura

Para empresas brasileiras com operação ou clientes no México, e para quem importa da China em qualquer país, a lição é a mesma: valor real, origem documentada e fornecedor verificável.

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