
6 de novembro de 2026. O Instituto de Economia e Política Mundial da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS) e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) apresentaram na quinta-feira, em Xangai, um relatório sobre como desenvolver capacidade para exportar ao mercado chinês, informou a Xinhua. O documento analisa 10 parceiros comerciais, entre eles Colômbia, Quênia, Espanha, Tailândia e Reino Unido, e foi lançado no 9º Fórum Econômico Internacional de Hongqiao, paralelo à CIIE.
O que diz o relatório
- A China é ao mesmo tempo polo de produção mundial e grande fonte de demanda, segundo a Xinhua.
- A participação chinesa nas exportações mundiais passou de 3,2 % em 2000 para 9,2 % em 2025, disse Liao Fan, diretor-geral do instituto, ao Shanghai Daily.
- As compras chinesas incluem hoje produtos industriais, energia e recursos e produtos agrícolas, não só bens intermediários.
- A renda maior abre espaço para produtos premium, tecnologia avançada e serviços; o Shanghai Daily destaca produtos baseados em recursos naturais e agrícolas especiais.
- O vice-ministro do Comércio Yan Dong disse que as importações chinesas somaram US$ 2,4 trilhões de janeiro a setembro, alta de 27,5 %.
O exemplo peruano
A Xinhua contou o caso da Amazonas Andes Export, que vende maca e cacau em pó à China desde 2017. Em 2025 teve um estande de 9 m² no pavilhão do Peru na CIIE; neste ano tem estande próprio quatro vezes maior. Começou com 3 a 5 produtos e hoje exporta mais de 20, com vendas na China 40 % a 50 % maiores após as feiras de 2025.
Nossa leitura
O Brasil já vende muitas commodities à China; a oportunidade que o relatório aponta está em produtos premium e agrícolas especiais, com mais valor agregado.
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