
2 de novembro de 2026. O frete aéreo subiu pelo segundo mês seguido. O índice de preços da Drewry teve média de US$ 4,12 por quilo em outubro, 3 % acima de setembro e o maior nível desde junho, segundo o relatório de 30 de outubro. No transpacífico rumo à América do Norte, a alta foi de 5 %.
O que pressiona os preços
A Drewry cita pressões inflacionárias, crescimento da economia global, forte demanda ligada à inteligência artificial, problemas no transporte de contêineres e capacidade aérea que não acompanha o tráfego. Parte da carga também migrou do navio para o avião por causa do congestionamento prolongado em portos do leste da Ásia, provocado por tempestades.
Variação mensal por rota em outubro:
- Transpacífico: +5 % para leste e +1 % para oeste.
- Ásia–Europa: +2 % para oeste e +1 % para leste.
- Transatlântico: estável para leste e −6 % para oeste.
Ásia–EUA: mais toneladas e preços bem mais altos
Nos dados semanais da WorldACD, na semana de 12 a 18 de outubro o peso taxável global subiu 2 % e as tarifas médias 4 %, com altas em todas as origens exceto a África; no mundo, os preços estavam quase 30 % acima de um ano antes. Da Ásia-Pacífico aos EUA, as toneladas cresceram 10 % na semana e 14 % no ano, e as tarifas 6 % e 41 %. Da China aos EUA, o volume subiu 18 % depois da Semana Dourada.
Avião ou navio?
Nossa leitura: os relatórios não detalham a rota Ásia–Brasil, mas a alta global e a congestão nos portos asiáticos indicam que vale planejar com antecedência as compras para o fim de ano.
- Peça cotação de frete aéreo e de frete marítimo e compare o custo por unidade entregue.
- Confirme peso e medidas reais das caixas: o aéreo cobra pelo maior entre peso real e cubado.
- Reserve espaço cedo na alta temporada.
- Faça o cálculo do custo total antes de escolher o modal.



