
30 de outubro de 2026. O Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) informou que emitiu de janeiro a setembro 6,60 milhões de certificados de origem, certificados comerciais e outros documentos de comércio exterior, alta de 7,29 %. Na coletiva mensal, o porta-voz Wang Wenshuai anunciou que o primeiro certificado comercial eletrônico sai em novembro, com uso geral previsto para 2027.
Os números de janeiro a setembro
Segundo dados do CCPIT divulgados pelo 10jqka e pelo Jiemian, com informações da CCTV:
- Certificados de origem não preferenciais: 3,40 milhões (+2,94 %), cobrindo US$ 284,5 bilhões em mercadorias (+9,26 %).
- Certificados preferenciais, usados em acordos comerciais: 2,71 milhões (+18,71 %), cobrindo US$ 96,2 bilhões (+28,24 %).
- Certificados do RCEP: 279,4 mil, por US$ 8,2 bilhões (+16,32 % em valor).
- Carnês ATA, para admissão temporária de amostras e equipamentos de feira: 11 mil (+14,42 %).
O certificado eletrônico terá a mesma validade jurídica do papel, segundo o CCPIT.
O que muda para o importador brasileiro
Nossa leitura: o Brasil não tem acordo de livre comércio com a China, então o certificado de origem chinês não reduz o imposto de importação. Ainda assim, a origem precisa estar correta nos documentos, por exemplo em produtos sujeitos a direito antidumping. A validação on-line do certificado eletrônico deve facilitar a conferência antes de a carga chegar.
- Peça na cotação a lista de documentos que a fábrica vai entregar: fatura comercial, packing list, conhecimento de embarque e, se for o caso, certificado de origem.
- Confirme com o seu despachante se o NCM do produto tem antidumping ou exige comprovação de origem; nosso serviço de requisitos de importação faz essa checagem antes da compra.
- Vai levar amostras a uma feira? Veja se o país aceita carnê ATA.
Preparamos e revisamos a documentação de exportação junto com a fábrica na China.



