Canadá quer vender 50 % mais à China e ministro viaja a Pequim

Maninder Sidhu, ministro do Comércio Internacional do Canadá, vai à China de 3 a 6 de novembro para uma comissão ministerial em Pequim e a CIIE em Xangai. A meta é exportar 50 % mais à China até 2030.

Prédios do Parlamento do Canadá em Ottawa
Foto: Benoit Debaix / Unsplash

2 de novembro de 2026. O ministro do Comércio Internacional do Canadá, Maninder Sidhu, estará na China de terça, 3, a sexta-feira, 6 de novembro, anunciou hoje o governo canadense. Em Pequim, presidirá com o ministro chinês do Comércio, Wang Wentao, a primeira reunião ministerial da Comissão Econômica e Comercial Conjunta; em Xangai, irá à Expo Internacional de Importação da China (CIIE), onde o Canadá é convidado de honra.

Os números

Segundo o Global Affairs Canada:

  • As exportações canadenses de mercadorias à China cresceram 31,4 % no primeiro semestre de 2026, para 21,5 bilhões de dólares canadenses (cerca de US$ 15,4 bilhões, pela conta da EFE).
  • A meta é ampliá-las em 50 % até 2030.
  • Em 2025 o comércio bilateral somou 125,7 bilhões de dólares canadenses: 35 bilhões de exportações e 90,6 bilhões de importações.
  • Setores prioritários: agroalimentos e agricultura, energia, tecnologias limpas e bens de consumo.

A visita dá sequência à ida do primeiro-ministro Mark Carney a Pequim em janeiro de 2026, quando ele e o presidente Xi Jinping anunciaram uma nova parceria estratégica; segundo Sidhu, o acordo comercial abriu US$ 7 bilhões em oportunidades para empresas canadenses.

O recado para o Brasil

Nossa leitura: os setores que o Canadá quer impulsionar, como agroalimentos e energia, também são fortes no Brasil. A concorrência por esse mercado tende a crescer, e quem chega preparado sai na frente.

  • Em alimentos, o primeiro filtro é a habilitação e o registro na alfândega chinesa; o rótulo incorreto é causa frequente de rejeição. Verificamos isso com o serviço para exportar para a China.
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